quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Parabéns pra você: Simonse, Dinho, Skrtel...

Último post deste que vos fala... Obrigado a todos!


Simonsen atuando pela Dinamarca
Fonte: dinamitedinamarquesa.blogspot.com
Allan Simonsen: ex-atacante dinamarquês, faz 59 anos.

Teve destaque jogando no Borussia Monchengladbach da Alemanha, onde ganhou a Copa da UEFA por duas vezes (1975 e 1979). Também atuou pelo Barcelona (ganhou a Recopa Europeia de 1982), Charlton Athletic da Inglaterra e Vejle BK, da sua terra natal Dinamarca.

Foi o único jogador até agora a marcar gols nas finais da Copa dos Campeões, da Recopa e da Copa da UEFA. Foi também eleito o Futebolista Europeu do ano de 1977.

Pela seleção da Dinamarca, atuou por 55 jogos e marcou 20 gols. Fez parte do elenco da famosa “Dinamáquina”, que encantou o mundo na Copa de 86 – jogou apenas uma partida, entrando durante o jogo contra a Alemanha Ocidental, vencida pelos dinamarqueses por 2 a 0.


Skrtel e suas tatuagens
Fonte: telegraph.co.uk
Martin Skrtel: zagueiro eslovaco, atua no Liverpool. Faz 27 anos.

Iniciou a carreira no Trencin, da Eslováquia. De lá foi para o Zenit da Rússia (em 2004) e fez ótimas atuações nos quatro anos que jogou por lá, atraindo o interesse de vários clubes. Mas foi o Liverpool quem venceu a disputa pelo seu passe, pagando 6 milhões e meio de libras.

Jogador de força, velocidade e bom posicionamento, é um dos pontos positivos do elenco do Liverpool desde a sua chegada. Pode também ser improvisado na lateral-direita, mas seu rendimento no “miolo de zaga” é sem dúvida muito melhor.

Na seleção do seu país já atuou por 52 jogos e marcou 5 gols. Foi para a Copa de 2010 (a única da história da Eslováquia) e fez ótimas partidas, com destaque para o jogo contra a Itália – os eslovacos surpreendentemente ganharam por 3 a 2, e Skrtel foi peça-chave dessa vitória.


Pavlyuchenko comemora mais um gol no Tottenham
Fonte
: mercadoeuropeu.blogspot.com
Roman Pavlyuchenko: atacante russo, joga no Tottenham. Completa 30 anos.
Um centroavante finalizador, que também tem como ponto positivo a velocidade. Há quem goste do estilo de jogo dele, há quem não goste... O que importa é que atualmente é uma das forças ofensivas do emergente time do Tottenham.

Além do já citado time inglês, já atuou pelos russos do Dynamo Stavropol, Rotor Volgograd e Spartak Moscou – neste último deteve o recorde de maior artilheiro da história do clube, com 109 gols anotados.

Jogou na seleção russa por 45 oportunidades, e marcou 20 gols. Na Euro de 2008 (quando a Rússia chegou brilhantemente às semifinais do torneio, eliminando a Holanda nas quartas de final) marcou 3 gols e foi eleito para a seleção da competição.


Dinho: alcunha de Edi Wilson José dos Santos, foi um volante brasileiro que teve destaque nos anos 90. Faz 45 anos.

Se há uma definição de jogadores que “jogam duro”, ela pode ser facilmente relacionada a Dinho (o Felipe Melo é uma bailarina perto dele, pra citar um jogador recente). Marcava seus adversários implacavelmente e, em muitas ocasiões de forma violenta – que o diga Sávio, Edmundo, Denílson, Donizete, dentre outros.

Natural do Sergipe, começou a carreira no Confiança, de Aracaju. Passou ainda por Sport Recife e Deportivo La Corunha (passagem-relâmpago, quase ninguém se lembra disso) até chegar ao São Paulo, em 1992. No clube tricolor foi componente do elenco que se sagrou bicampeão da Libertadores e do Mundial Interclubes.

Após uma frustrante passagem pelo Santos, aportou no Grêmio, onde também conquistou um título de destaque: foi campeão da Libertadores de 1995, num ótimo time que dispunha de Paulo Nunes, Jardel, Arce, Adílson Batista e Felipão como técnico.

Jogou ainda no América Mineiro, e encerrou a carreira no Novo Hamburgo, em 2002. Recentemente aventurou-se como técnico no Luverdense, do Mato Grosso.

Foto bastante ilustrativa do estilo de jogo do Dinho (abaixo, imitando o Sub-Zero)
fonte: gremiohoje.com.br

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Análise Do Jogo: Santos 3 x 1 Kashiwa Reysol

Santos e Kashiwa Reysol fizeram a primeira partida das semifinais do Mundial de Clubes da FIFA. O time brasileiro veio a campo com o time que vinha treinando normalmente, Durval na lateral esquerda, no lugar de Léo, e Elano como um terceiro homem no meio campo, atuando pelo lado direito.

O Kashiwa do técnico Nelsinho Baptista jogou num 4-4-1-1, com Tanaka e Kudo se revezando no papel de centro avante. Leandro Domingues, apesar de no esquema desempenhar a função de um meia direita, flutuava em campo e não guardava posição, hora fechando pelo meio, hora aparecendo como um segundo atacante. Diferente de seu compatriota Jorge Wagner, que se limitava em correr pelo flanco esquerdo.

O jogo começou e o que se via era um time do Santos nervoso, sem conseguir tocar a bola e envolver o adversário, talvez pela ansiedade, talvez pela falta de ritmo. Fato é que o time japonês chegou a ter 60% de posse de bola no primeiro tempo. Uma surpresa não só pela categoria do elenco santista, mas também pela falta de qualidade por parte do time do Kashiwa, ao menos foi essa a impressão deixada no jogo anterior contra o Monterrey.

Não da para saber se esse aparente domínio do Kashiwa foi uma armadilha armada pelo técnico Muricy, para explorar os contra-ataques ou se simplesmente o jogo do Santos não encaixou, mas a conclusão é de que apesar da maior posse de bola, o time japonês não conseguiu criar nenhuma chance de gol e deixava espaços para o contra-ataque santista.

Já que o Santos não conseguia impor seu estilo de jogo, o jeito foi resolver na individualidade. Primeiro com Neymar aos 19 minutos de jogo, que após deixar o marcador no chão, bateu de esquerda com estrema categoria do ângulo do goleiro japonês para abrir o placar. Cinco minutos depois do primeiro gol, o Santos ampliou a vantagem, novamente numa jogada individual, mas agora do atacante Borges que pouco havia aparecido até então. O centro-avante dominou, girou em cima de dois defensores e bateu forte da entrada da área para ampliar o marcador.


Neymar bate de canhota para abrir o placar na semifinal. Fonte: Folha

O segundo tempo começa e o Kashiwa continua com maior posse da bola, mas agora com uma atitude muito mais incisiva e o resultado veio logo aos nove minutos do segundo tempo, após cobrança de escanteio, o bom lateral direito Sakai ganha de Henrique no alto e cabeceia para diminuir o placar e dar esperanças ao time japonês.

A pressão aumenta em cima do Santos, o Kashiwa vai para cima e abafa a saída de bola santista, porem os contra-ataques do time brasileiro ficam cada vez mais perigosos. Primeiro Neymar deixa Danilo na cara do gol, o lateral chuta em cima do goleiro e desperdiça uma ótima chance. Em outro contragolpe, Danilo arranca do meio e é parado com falta por Kurisawa, que leva amarelo. Numa cobrança magistral, Danilo faz 3 a 1 e coloca números finais ao jogo. Os japoneses ainda viriam a chutar uma bola na trave e perder um gol debaixo da meta de Rafael.

Apesar de três belos gols e de boas atuações de Ganso e Neymar, o time da baixada não jogou bem. O trio de volantes escalados por Muricy deu espaço e não conseguia sair com a bola, alem de atuações muito fracas de Edu Dracena, Durval e Danilo, que apesar de ter ido bem no apoio, levou varias bolas nas costas.

Se o Santos quiser ter alguma chance contra o Barcelona, terá que jogar mais e errar menos na final.


Confira abaixo vídeo com os melhores momentos da partida, com narração de Cléber Machado:

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